segunda-feira, 18 de agosto de 2014

AOS PROFESSORES DO AMAPÁ



ÀS RUAS NOVAMENTE!

Sem participação coletiva não há luta.
Sem mobilização, continuaremos apenas abrilhantando,
com nosso suposto status de grande professor,
os palanques dos maus governantes.

- Ribamar Pereira

Companheiro(a),
Marcha pelos 10% do PIB para a Educação - Laranjal do Jari/2011


EU ACREDITO
QUE NÃO CHEGAMOS ONDE ESTAMOS POR ACASO – temos responsabilidades tanto nos erros quanto nos acertos dessa longa empreitada. Temos um legado; e sinto que, cada dia, a cada luta, cada embate, nos forjamos e nos refinamos mais e mais para sairmos da condição de coadjuvantes para a de protagonistas de nossa própria história.

EU ACREDITO
QUE, SEM NENHUM DEMÉRITO de qualquer outra categoria, ninguém reúne melhores condições, tem mais qualificação e maior obrigação moral de implementar um projeto sério, ousado e, sobretudo, exequível de desenvolvimento para o Estado do Amapá do que os professores da rede pública.

EU ACREDITO
QUE NÃO VIVEMOS UMA TRAGÉDIA GREGA, mas é público e notório que,  em termos de gestão pública como um todo, a situação do Estado do Amapá, considerando as demandas da atualidade, está bem distante do patamar que se possa chamar, pelo menos, de confortável ou mediana.

EU ACREDITO
QUE TODOS SABEMOS que a Educação, por exemplo, não tem um Plano Estadual. Ora, se para ministrar 50 minutos de aula o professor precisa de um planejamento [escrito], como administrar o Estado inteiro por quatro anos sem um Plano de Metas que mostre com clareza o que se pretende realizar, pelo menos nesse período, naquela de quem se diz ser a número um entre as prioridades?!

ENTRE TANTAS, urgem as necessidades que se discuta e se apresente propostas concretas e de duradouro efeito para a elaboração do Plano Estadual de Educação e, dentro deste, o Sistema Estadual de Educação, a Gestão Escolar Democrática, a Descentralização da Educação Básica, a instituição de Gerências da SEED nos extremos do Estado, a revisão e atualização do Plano de Carreira e pagamento (sem as dissimulações atuais) do piso salarial de todos os Profissionais da Educação – não apenas dos professores e pedagogos –, interiorização das Universidades Públicas, instalação de laboratórios de ciências nas escolas e, com urgência urgentíssima, um plano para a saúde dos servidores públicos em geral – atualmente, perto da situação de calamidade.  

SE VOCÊ ME PERGUNTAR SE EU TENHO A SOLUÇÃO PRA TUDO ISSO e eu disser que sim, pode me mandar pro hospício – surto total. Mas, como sempre fiz em todos os desafios que encarei, tenho preparo, propostas sólidas, claras e exequíveis; tenho determinação, ousadia e coragem pra defender o que ACREDITO – quem acompanha minha atuação sindical sabe disso – e, o que considero o mais importante, estou sempre disposto a sentar à mesa para discutir, contribuir e aprender. Ficar na arquibancada apenas lamentando ou criticando não é meu perfil.




ÀS RUAS NOVAMENTE!

EU ACREDITO
QUE SE TIVEMOS DISPOSIÇÃO e coragem para sair às ruas e dizermos o que não queríamos, é nosso dever moral, agora, sairmos, com mais determinação e maior entusiasmo ainda, para dizermos o que queremos.

SOU CANDIDATO A DEPUTADO ESTADUAL SIM; E QUERO SER ELEITO, MAS...
MAIS DO QUE PARA QUE VOTE EM MIM, peço-lhe que participe, com efetividade e afetividade, desse momento tão determinante para todos, em especial a juventude de nosso Estado.

EMBORA VIVENDO EM UMA SOCIEDADE COM TENDÊNCIAS CADA VEZ MAIS HEDONISTAS e forte apelo ao individualismo egolátrico, EU ACREDITO.

MESMO DIANTE DE UMA JUVENTUDE POLITICAMENTE INCRÉDULA, que clama por referências e ameaça adotar a anarquia e/ou a barbárie com alternativa à inércia,  à incompetência, à negligência e à sede infrene de locupletação de grande parte de nossas lideranças governamentais, EU ACREDITO

SEI QUE MORO E TRABALHO EM UM ESTADO que não possui um Plano para a Educação, que, há um quarto de século, está atrasado em relação a descentralização do ensino básico e se recusa a discutir o assunto em audiência pública, um Estado onde governo e prefeituras subtraem conquistas salariais para mascarar o cumprimento da lei federal do piso salarial e onde menos da metade dos servidores públicos exercem suas funções adequadamente, quer por vícios quanto à carga horária  - com a ciência e a conivência dos gestores – quer por falta de habilitação, capacitação e condições de trabalho adequadas ou por sérios problemas de saúde, o que é mais grave ainda.

A MUDANÇA COMEÇA, primeiro com a admissão sem retoques da situação e, depois, com a firme convicção de que podemos [e devemos] mudar. EU ACREDITO.

VOCÊ que, embora reconhecendo a dureza da realidade, ACREDITA em si e em nossa sociedade como instrumentos para reverter tal situação, JUNTE-SE aos milhares que, em todo o Estado do Amapá já fazem parte dessa corrente em prol do redimensionamento de nossas prioridades, realinhamento de nossas estratégias e em substituição da ideia da força pela força da ideia!

Obrigado!
Saudações Sindicais!


Claudio Chaves – 65100
VOTE EM IDEIAS!

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