quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Cartas para a Igreja Adventista do Sétimo Dia do Distrito de Monte Dourado-PA







 Prezados Irmãos Adventistas do Sétimo Dia do Distrito de Monte Dourado-PA,

            Com vossa permissão, dirijo-me a vós para, o mais objetivamente possível, cientificá-los de minha candidatura a deputado estadual do Amapá e prestar alguns esclarecimentos.

DO FATO
            A partir da homologação do TER – Tribunal Regional Eleitoral, 07/08/2014 – sou, de fato e de direito, candidato a uma das 24 vagas de deputado estadual do Amapá nas eleições que acontecerão no próximo dia 05 de outubro.

DA LEGENDA, NÚMERO E COLIGAÇÃO
            Para concorrer a qualquer cargo governamental eletivo, a pessoa, obrigatoriamente, tem que se filiar a um partido político. Por afinidade com a liderança local e pela menor concorrência interna, filiei-me ao PCdoB – Partido Comunista do Brasil.
            O meu número de candidato é 65100, e o nome da coligação, Amapá que queremos, formada pelos partidos: PCdoB, PSOL e PT.

DA DECISÃO DE SE CANDIDATAR
            Essa é uma decisão essencialmente pessoal, muito embora tenha recebido, desde o início do projeto, em 2010, o apoio direto de muitas pessoas próximas a mim, primeiramente alguns membros da Academia Laranjalense de Letras e, posteriormente, vários amigos, inclusive membros desta Igreja.
            A decisão surgiu quando alguns membros da Academia imaginamos uma forma de levar nossas ideias a um público maior. Imaginamos que uma candidatura que percorresse todo o Estado (do Amapá) seria a melhor alternativa. Esse foi o ponto principal para minha decisão. Posteriormente, somaram-se outros, principalmente as questões relacionadas à educação pública.

DA RELAÇÃO COM A IGREJA
            Embora discordando de que Política seja algo menos necessário e menos sagrado que a Escola, a Família ou a Igreja, por exemplo, reconheço que a relação entre as duas instituições (Política e Igreja) é algo delicado e que requer muita prudência e cautela.
            Como membro da IASD  há 24 anos, tenho mais que uma noção básica do posicionamento desta – particularmente em nosso distrito – em relação à candidatura de seus membros a tais pleitos.
            Respeitando (ou pelo menos procurando respeitar) tal posicionamento, declinei de todas as minhas funções de liderança desde 2011, quando assumi, até 04 de junho último, a Vice-presidência do Sindicato dos Servidores Públicos em Educação no Amapá – SINSEPEAP – em Laranjal do Jari.
            Embora reconheça que Estado e Igreja tenham vários objetivos comuns e, juntos, muito podem fazer para o bem material da sociedade, entendo que Igreja não vota. Quem vota é o eleitor; essa é uma prerrogativa de pessoa física, não jurídica.
            Acredito que isso seja suficiente para deixar claro que não pretendo, em momento algum de minha campanha, conversar – mesmo a convite, se houver – com qualquer de nossas congregações. Com os membros sim – se possível com cada um; mas com a Igreja...sem discussão.
            No mais, agradeço a atenção, despeço e subscrevo-me.

Fraternalmente,

Claudio Chaves.
Laranjal do Jari-AP, 16 de julho de 2014.

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