Prezados
Irmãos Adventistas do Sétimo Dia do Distrito de Monte Dourado-PA,
Com
vossa permissão, dirijo-me a vós para, o mais objetivamente possível,
cientificá-los de minha candidatura a deputado estadual do Amapá e prestar
alguns esclarecimentos.
DO FATO
A
partir da homologação do TER – Tribunal Regional Eleitoral, 07/08/2014 – sou,
de fato e de direito, candidato a uma das 24 vagas de deputado estadual do
Amapá nas eleições que acontecerão no próximo dia 05 de outubro.
DA LEGENDA, NÚMERO E COLIGAÇÃO
Para
concorrer a qualquer cargo governamental eletivo, a pessoa, obrigatoriamente,
tem que se filiar a um partido político. Por afinidade com a liderança local e
pela menor concorrência interna, filiei-me ao PCdoB – Partido Comunista do
Brasil.
O
meu número de candidato é 65100, e o nome da coligação, Amapá que queremos,
formada pelos partidos: PCdoB, PSOL e PT.
DA DECISÃO DE SE CANDIDATAR
Essa
é uma decisão essencialmente pessoal, muito embora tenha recebido, desde o
início do projeto, em 2010, o apoio direto de muitas pessoas próximas a mim,
primeiramente alguns membros da Academia Laranjalense de Letras e,
posteriormente, vários amigos, inclusive membros desta Igreja.
A decisão
surgiu quando alguns membros da Academia imaginamos uma forma de levar nossas
ideias a um público maior. Imaginamos que uma candidatura que percorresse todo
o Estado (do Amapá) seria a melhor alternativa. Esse foi o ponto principal para
minha decisão. Posteriormente, somaram-se outros, principalmente as questões
relacionadas à educação pública.
DA RELAÇÃO COM A IGREJA
Embora
discordando de que Política seja algo menos necessário e menos sagrado que a Escola,
a Família ou a Igreja, por exemplo, reconheço que a relação entre as duas
instituições (Política e Igreja) é algo delicado e que requer muita prudência e
cautela.
Como
membro da IASD há 24 anos, tenho mais
que uma noção básica do posicionamento desta – particularmente em nosso
distrito – em relação à candidatura de seus membros a tais pleitos.
Respeitando
(ou pelo menos procurando respeitar) tal posicionamento, declinei de todas as
minhas funções de liderança desde 2011, quando assumi, até 04 de junho último,
a Vice-presidência do Sindicato dos Servidores Públicos em Educação no Amapá –
SINSEPEAP – em Laranjal do Jari.
Embora
reconheça que Estado e Igreja tenham vários objetivos comuns e, juntos, muito
podem fazer para o bem material da sociedade, entendo que Igreja não vota. Quem
vota é o eleitor; essa é uma prerrogativa de pessoa física, não jurídica.
Acredito
que isso seja suficiente para deixar claro que não pretendo, em momento algum
de minha campanha, conversar – mesmo a convite, se houver – com qualquer de
nossas congregações. Com os membros sim – se possível com cada um; mas com a
Igreja...sem discussão.
No
mais, agradeço a atenção, despeço e subscrevo-me.
Fraternalmente,
Claudio Chaves.
Laranjal do Jari-AP, 16 de julho de 2014.
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